Randolfe Rodrigues, Rayssa Furlan e Lucas Barreto lideram debate por duas vagas que serão decididas em outubro
A eleição de outubro de 2026 no Amapá promete um dos capítulos mais disputados da política recente do estado, especialmente na corrida pelo Senado Federal. Com duas vagas em jogo e pelo menos sete nomes colocados no debate público, o eleitor amapaense já começa a se perguntar quem são os favoritos e por que essa disputa é considerada mais imprevisível do que a eleição para o governo estadual. Este texto explica quem são os principais candidatos ao Senado, como o cenário se diferencia da disputa majoritária pelo Palácio e quais prazos o eleitor precisa conhecer antes da votação, marcada para o dia 4 de outubro.
Quem são os principais nomes na disputa pelo Senado?
Levantamentos divulgados nos últimos meses apontam o líder do governo Lula no Senado, Randolfe Rodrigues, do PT, entre os principais nomes da corrida eleitoral, buscando a reeleição. Randolfe disputa a preferência do eleitorado com a ex-primeira-dama de Macapá, Rayssa Furlan, do PSD, que aparece entre os nomes mais lembrados nas pesquisas e tenta pela segunda vez uma vaga no Congresso, depois de ter sido derrotada em 2022 pelo atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Já o senador Lucas Barreto, que integra a mesma base política do pré-candidato ao governo Dr. Furlan, também tenta a reeleição, tendo sido deputado estadual por quatro mandatos e presidente da Assembleia Legislativa do Amapá antes de chegar ao Senado. ConectAmapa + 2
Além desses três nomes, outras candidaturas ganham espaço no debate. O ex-governador João Capiberibe sinalizou que tomaria uma decisão sobre concorrer ao Senado ainda em julho, o que pode reforçar o campo de centro-esquerda na disputa. O deputado federal Acácio Favacho, por sua vez, carrega uma tradição familiar de mandatos sucessivos no Amapá desde 1991, tendo sido reeleito com a segunda maior votação do estado e contando com o MDB como base de sustentação política. Esse conjunto de nomes mostra um campo fragmentado, sem um favorito isolado, diferente do que costuma acontecer na disputa pelo governo estadual. Jornal O Guarani
Por que essa disputa é considerada uma das mais imprevisíveis do estado?
Diferentemente da disputa pelo governo estadual, que costuma caminhar para uma polarização entre poucos grupos, a corrida ao Senado apresenta um quadro fragmentado, em que diferentes forças políticas buscam ocupar espaço com apenas duas vagas disponíveis. Essa fragmentação tende a se aprofundar à medida que as alianças partidárias forem fechadas ao longo dos próximos meses, já que o desempenho dos pré-candidatos nas pesquisas ainda pode mudar significativamente até outubro. ConectAmapa
Analistas locais também lembram que o histórico eleitoral do Amapá já mostrou reviravoltas em outras disputas, quando nomes favoritos perderam força perto da votação por conta de fatores judiciais ou de mudanças de aliança. Esse tipo de leitura, feita por observadores da política estadual, reforça a ideia de que a corrida ao Senado só deve ser considerada decidida próximo ao período de campanha oficial, quando alianças partidárias e coligações estiverem formalmente fechadas.
Como funciona o calendário eleitoral de 2026 no Amapá?
As eleições estaduais no Amapá em 2026 ocorrerão em turno único, no dia 4 de outubro, elegendo governador, vice-governador, dois senadores, oito deputados federais e vinte e quatro deputados estaduais, além de votação para presidente da República. Os eleitos assumirão mandato de quatro anos, entre janeiro de 2027 e janeiro de 2031, enquanto a disputa pelo Senado renovará dois terços da representação do Amapá na Casa. Wikipedia
Para o eleitor, um prazo já passou e merece atenção: o cadastro eleitoral foi encerrado em 6 de maio de 2026, data após a qual não é mais possível emitir a primeira via do título, solicitar transferência de domicílio eleitoral ou revisar dados cadastrais, incluindo o cadastramento biométrico. Quem já está com a situação eleitoral regularizada deve, a partir de agora, acompanhar o fechamento das coligações partidárias e o início oficial da propaganda eleitoral, previsto para as semanas que antecedem a votação de outubro. Aquiamapa
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A disputa pelo Senado no Amapá deve concentrar boa parte da atenção política do estado até outubro, justamente por reunir nomes de peso e um cenário mais aberto do que a eleição para o governo estadual. Para o eleitor, entender quem são os candidatos e como funciona o calendário eleitoral é o primeiro passo para acompanhar com clareza os próximos meses de campanha. À medida que as alianças partidárias forem fechadas, o quadro de candidaturas tende a ficar mais claro, especialmente após a definição das federações e coligações estaduais.
Fontes consultadas:
https://conectamapa.com/senado-promete-ser-a-disputa-mais-acirrada-das-eleicoes-de-2026-no-amapa/
https://exame.com/brasil/eleicoes-2026-quem-sao-os-possiveis-candidatos-ao-senado-no-amapa/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Elei%C3%A7%C3%B5es_estaduais_no_Amap%C3%A1_em_2026
https://jornaloguarani.com/artigo_view?id_artigo=981&id_articulista=47
https://aquiamapa.com.br/2025/08/as-eleicoes-de-2026-ja-estao-modificando-a-rotina-dos-partidos-politicos-no-amapa/