Logo nas primeiras experiências fora do cotidiano, Daugliesi Giacomasi Souza, fundadora da DGdecor, demonstra como o contato com diferentes culturas pode redefinir o olhar profissional de um designer de interiores. Nas próximas linhas, será explorado como as viagens influenciam repertórios estéticos, decisões criativas e soluções práticas dentro de projetos. A proposta é analisar, de forma estratégica e aplicada, como vivências em novos ambientes contribuem para a construção de espaços mais autênticos, funcionais e conectados com as necessidades contemporâneas.
Como o contato com novas culturas impacta o repertório criativo?
Viajar permite ao designer entrar em contato com estilos arquitetônicos, materiais e composições que não fazem parte do seu cotidiano. Essa exposição amplia significativamente o repertório visual e sensorial, estimulando combinações mais ousadas e inovadoras. Para Daugliesi Giacomasi Souza, cada destino visitado se transforma em uma fonte de referências que podem ser reinterpretadas de forma única em projetos.
Somada a isso, a observação de hábitos culturais também influencia diretamente o design. Espaços são vividos de maneiras diferentes ao redor do mundo, e compreender essas dinâmicas permite criar ambientes mais funcionais e humanizados. Assim, o designer deixa de replicar tendências e passa a desenvolver soluções com identidade própria, alinhadas ao estilo de vida dos clientes.
De que forma as viagens influenciam a escolha de materiais e texturas?
A experiência tátil proporcionada pelas viagens é um diferencial relevante no processo criativo. Ao explorar mercados locais, construções históricas e espaços contemporâneos, o profissional passa a reconhecer novas possibilidades de materiais, acabamentos e texturas. Isso contribui para projetos mais ricos e sensorialmente envolventes, como observa a fundadora da DGdecor, Daugliesi Giacomasi Souza.
Paralelamente, o contato com materiais regionais inspira soluções sustentáveis e adaptadas ao contexto. Em vez de optar por escolhas padronizadas, o designer passa a valorizar elementos naturais, artesanais e de origem local. Esse olhar estratégico agrega valor ao projeto, criando ambientes que dialogam com autenticidade e responsabilidade ambiental.
Por que a observação de espaços reais faz diferença no design?
Embora imagens e referências digitais sejam importantes, nada substitui a vivência presencial de um espaço. Ao visitar hotéis, restaurantes, museus e residências em diferentes países, o designer compreende melhor proporções, iluminação e circulação. Essa percepção prática permite decisões mais assertivas e sofisticadas nos projetos.

Nesse contexto, Daugliesi Giacomasi Souza frisa que cada ambiente observado contribui para aprimorar seu olhar técnico. A análise de soluções reais facilita a adaptação de ideias para diferentes contextos, tornando os projetos mais eficientes e alinhados às expectativas dos clientes.
Como as viagens ajudam a criar projetos mais personalizados?
A personalização é uma das maiores demandas do design de interiores contemporâneo. Clientes buscam ambientes que reflitam sua personalidade e estilo de vida, e as viagens ajudam o profissional a atender essa expectativa com mais profundidade. Ao reunir referências diversas, o designer consegue propor soluções exclusivas e não padronizadas.
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Da mesma forma, experiências vividas em diferentes lugares permitem compreender melhor as preferências dos próprios clientes, especialmente quando estes também têm vivências internacionais. A fundadora da DGdecor, Daugliesi Giacomasi Souza, salienta que esse alinhamento de referências torna o processo criativo mais colaborativo e assertivo, resultando em espaços que realmente fazem sentido para quem os utiliza.
Qual é o papel da sensibilidade na interpretação das experiências de viagem?
Mais do que observar, é essencial saber interpretar as experiências adquiridas durante as viagens. A sensibilidade do designer é o que transforma referências em soluções criativas e coerentes. Não se trata de copiar estilos, mas de adaptar conceitos de forma inteligente e contextualizada.
Por outro lado, essa sensibilidade também permite identificar o que é relevante para cada projeto. Nem toda referência será aplicável, e o diferencial está justamente na curadoria das ideias. Esse processo seletivo é fundamental para garantir que cada projeto mantenha sua identidade, sem perder a conexão com tendências globais.
Ao final, fica evidente que as viagens não são apenas momentos de lazer, mas ferramentas estratégicas para o desenvolvimento profissional no design de interiores. Elas ampliam o olhar, fortalecem a criatividade e contribuem para projetos mais autênticos e funcionais. Incorporar essas experiências ao processo criativo é um caminho consistente para se destacar em um mercado cada vez mais exigente e orientado à personalização.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez